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Salmo 106:7

O Mar Que Não Esqueceu a Bondade

Ah, Israel antigo! Quantas vezes esqueceram as mãos que os ergueram do abismo do Egito! E nós, quantas vezes fazemos o mesmo? O Salmo 106, em seu desabafo quase humano, nos lembra: "Nossos pais não entenderam as tuas maravilhas no Egito; não se lembraram da multidão das tuas misericórdias; antes o provocaram no mar, sim no Mar Vermelho." Que dor no coração do Criador, que milagres tão gritantes fossem recebidos com a cegueira da ingratidão! Pensar nisso me aperta a alma.

Imaginem a cena: o Mar Vermelho se abrindo em duas muralhas de água cristalina, o chão seco e seguro sob os pés de um povo fugitivo. O som do troar dos cavalos egípcios se perdendo no silêncio estupefato da salvação divina. E, mesmo com a terra ainda úmida da sua libertação, a desconfiança começou a sussurrar. "Onde está o Deus que nos tirou daqui?", pareciam murmurar, esquecendo-se do fogo que ardia sem consumir, das pragas que atingiram o opressor, mas pouparam o servo.

A aplicação prática é viver em um estado de admiração perpétua. Não é preciso um mar se abrindo para reconhecer a bondade de Deus. É na beleza de um amanhecer, no abraço de um ente querido, na superação de um desafio, na cura de uma dor. É no simples fato de acordar vivo mais um dia, sabendo que a mão que guiou Israel pelo deserto ainda nos sustenta. Que possamos, em cada momento, reter na memória não as dificuldades que nos cercaram, mas as incontáveis "Tuas maravilhas" e a "multidão das Tuas misericórdias" que nos trouxeram até aqui. Que a provocação seja substituída pela devoção, a dúvida pela adoração.

A conexão emocional que sinto ao ler isto é um misto de tristeza pela cegueira humana e uma esperança avassaladora na Tua fidelidade inabalável. Sinto um anseio profundo por ser diferente, por ser um coração que se lembra, que exalta e que jamais se permite a ingratidão. Que a memória do Mar Vermelho se torne em mim um gatilho para louvar, e não para duvidar.

Uma Súplica de Gratidão

Pai Celestial, diante de Ti trago o meu coração, por vezes tão propenso ao esquecimento. Perdoa-me pelas vezes que, como nossos pais, não reconheci Tuas maravilhas, nem me lembrei da torrente de Tua misericórdia. O Mar Vermelho foi um sinal do Teu poder salvador, e a cruz, o selo final da Tua imensa graça. Que eu jamais me esqueça do preço pago, nem da liberdade conquistada. Ajuda-me a cultivar um coração grato, que transborde em louvor a cada dia. Que a Tua bondade seja o farol que guia os meus pensamentos e ações. Em nome de Jesus, Amém.

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